Manuel Caldeira Cabral - Revista Toolmaker

Manuel Caldeira Cabral, ex-Ministro da Economia de Portugal, recebe a ToolMaker

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Manuel Caldeira Cabral esteve durante três anos à frente do Ministério da Economia Português, período em que a indústria de moldes Lusa registrou um crescimento inédito, atingindo valores de exportação recorde.

Durante a Semana de Moldes 2018, decorrida de 1 a 4 de outubro na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis, Caldeira Cabral, na altura Ministro da Economia de Portugal, recebeu a ToolMaker junto com outros meios de comunicação internacionais para falar sobre a força da indústria de moldes neste país. Neste sentido, explicou que “o crescimento desta indústria tem sido notável nos últimos 10 anos, duplicando o número de exportações e com um crescimento de 50% em termos de emprego, o que mostra que esta indústria é muito competitiva e está a dar uma resposta muito boa aos desafios enfrentados pelo setor: desafios de digitalização, maior automação e também enfrentando mudanças em termos de tempos de resposta, flexibilidade…”.

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No que diz respeito à chave para este crescimento, Caldeira Cabral considera que “a capacidade que esta indústria tem de aproximar os trabalhadores do chão de fábrica dos projetistas” teve um papel muito relevante. “Há 7 anos que comecei a visitar as empresas desta indústria e pode ver-se como a relação entre as pessoas que realizam o projeto no computador e aqueles que trabalham no chão de fábrica era muito diferente do que é hoje. Há muito mais pessoas no chão de fábrica do que nos andares superiores. E é muito interessante ver que muitas das pessoas que hoje trabalham no projeto de moldes já trabalharam no chão de fábrica. (…). Esta experiência aliada ao conhecimento é, na minha opinião, o fator chave no sucesso da indústria de moldes portuguesa.”

“a capacidade que esta indústria tem de aproximar os trabalhadores do chão de fábrica dos projetistas”

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Outra das mudanças que a indústria de moldes portuguesa sofreu foi, segundo o anterior Ministro da Economia, o papel que assumiu dentro da cadeia de valor, sendo as empresas do setor integradas “num nível superior”. “Elas não são procuradas quando há um carro que é necessário produzir, mas sim numa fase anterior, no desenvolvimento das peças do carro”.

Neste sentido, as empresas portuguesas “tornaram-se promotoras de inovação junto com os seus clientes, trabalhando juntos em novos projetos, novos processos, novas formas de fazer moldes e, nesse sentido, eu acho que é uma indústria que cria o seu próprio futuro.”

“…..é o momento indicado para investir mais em inovação e colaboração com projetos que envolvam universidades, empresas e centros tecnológicos”.

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Caldeira Cabral ressaltou ainda como chave para este crescimento a colaboração existente entre as empresas e os centros de inovação “no desenvolvimento de novas áreas, novas tecnologias e na melhor compreensão do processo em que estão envolvidas”.

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Não esquece também a formação nas universidades, destacando o grande salto geracional que foi dado, fazendo com que “Portugal ocupe hoje um lugar muito diferente daquele que ocupava há 20 ou 30 anos”. “Em vários aspetos creio que nós ultrapassámos muitos dos nossos concorrentes e o que provocou esta mudança foi o investimento na qualificação, na pesquisa, na ciência e na educação. Temos um melhor conhecimento, melhores empresas, e também temos o talento que alimenta este processo nas empresas. Por isso, é o momento indicado para investir mais em inovação e colaboração com projetos que envolvam universidades, empresas e centros tecnológicos”.

 

Poderá ler a entrevista completa no próximo número da Revista ToolMaker, a publicar em dezembro.

 

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