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A exportação de moldes em Portugal volta a atingir um valor recorde

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As cifras registadas em 2016 refletem que a indústria portuguesa de moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Moldes, CEFAMOL. Desta forma, em 2016, a exportação atingiu um valor recorde superior a 630 milhões de euros (o melhor ano de sempre da indústria em termos de produção e exportação pela quinta vez consecutiva) sendo o valor total de produção estimado em cerca de 750 milhões de euros.

“A pesar de ainda não termos os dados finais do ano, acreditamos que 2017 manterá a senda dos últimos anos e, uma vez mais, possamos bater recordes de exportação. Os dados conhecidos até Setembro revelam essa tendência mas vamos aguardar”, explica-nos Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL.

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Portugal encontra-se entre os principais fabricantes de moldes a nível mundial, nomeadamente, na área da injeção de plásticos (8º no mundo, 3º na Europa), exportando mais de 85% da produção total. Em 2016 suas vendas tiveram como principais destinos a Espanha, Alemanha, França, Polónia, República Checa e México.

Ao longo dos últimos anos, a análise da evolução da balança comercial (gráfico 1) demonstra a forte vocação exportadora do setor. O saldo da balança comercial registou uma tendência de crescimento nos anos em questão, tendo passado de 266 milhões de euros, em 2007, para 399 milhões de euros, em 2016.

No gráfico 2 observa-se que a exportação nunca é inferior a 75% da produção, tendo o valor mais baixo sido registado nos anos associados à crise conjuntural. Por outro lado, esta situação, que se verifica com maior intensidade desde 2007, também deriva do crescimento assinalável que a indústria nacional, nomeadamente de plásticos, tem tido ao longo dos últimos anos, muitas vezes impulsionada pelo alargamento da cadeia de valor das empresas de moldes.

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O valor total das exportações portuguesas atingiu, em 2016, 630 milhões de euros, tendo as vendas sido efetuadas para 89 mercados (países) distintos, o que demonstra a dimensão internacional e global desta indústria.

“Em 2018 iremos manter a nossa atividade de promoção internacional seguindo a estratégia definida para o Sector. Continuaremos a apostar em algumas feiras internacionais relevantes como é o caso da Fakuma (Alemanha) , NPE (EUA) ou Plastpol (Polonia) mas também em outro tipo de iniciativas como missões empresariais ou participação em jornadas de encontros bilaterais em mercados como França, México, Marrocos ou Hungria. Será mais um ano onde organizaremos um conjunto alargado de iniciativas em estreita ligação com as empresas nossas associadas na busca de novas oportunidades de negócio e cooperação”, afirma Manuel Oliveira.

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Em termos de importância das regiões económicas, mantém-se a preponderância do mercado europeu, principalmente comunitário, representando nos 10 últimos anos, em média, 81% do total de exportações, atingindo em 2016, um valor recorde de 87%. Importa salientar o decréscimo de exportações para a América do Norte, nos últimos anos. Esta diminuição deve-se, essencialmente, à deslocalização de empresas clientes existentes neste mercado para países com baixos custos de mão-de-obra e à forte depreciação do Dólar Americano face ao Euro.

Da análise aos dados do comércio externo português, relativos ao ano de 2016, salienta-se que os cinco principais destinos das exportações portuguesas foram: Espanha (22%), Alemanha (20%), França (16%), Polónia (7%) e República Checa (5%).

Este grupo é seguido pelo México, Reino Unido e Estados Unidos. O “top ten” dos mercados destino é completado pela Eslováquia e Bélgica.

A informação estatística, referente às principais indústrias servidas pelo setor de moldes, denota que a indústria automóvel tem vindo a consolidar o seu crescimento e importância no desenvolvimento do setor, tendo evoluído de 14%, em 1991, para 82% em 2014. Outra indústria em destaque é a embalagem, que tem vindo a crescer de uma forma sustentada, representando, neste momento, 8% da produção nacional de moldes.

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Quanto ao passado ano 2017, Manuel Oliveira considera que “foi bastante importante para a Indústria Portuguesa de Moldes, não só pelos resultados que venhamos a atingir mas, principalmente, para o que os mesmos transmitem em termos de reconhecimento e valorização da oferta das nossas empresas. Iniciativas como a Moldplás, demonstram a dinâmica do Sector na integração de novas tecnologias e equipamentos, enquanto que a escolha do nosso país para a realização da primeira International Press Conference da Moulding Expo, demonstra a imagem, a competência e o valor que o nosso Sector tem no mercado internacional. Por último, não deixaria de valorizar a eleição de Portugal e da CEFAMOL para a Presidência da ISTMA Europe num mandato de três anos, o que revela também o reconhecimento pelos nossos pares do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”.

Fontes: CEFAMOL; AICEP.