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A produção de moldes em Portugal atingiu o valor de 796 milhões de euros em 2018

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A CEFAMOL, Associação Nacional da Indústria de Moldes, publica anualmente um relatório com informações estatísticas de análise às constantes mutações do setor. Em 2018, a Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer pelo conjunto de competências e capacidades produtivas que oferece aos seus clientes.

Atualmente, o setor de moldes possui 540 empresas, maioritariamente de pequena e média dimensão (PME), dedicadas à conceção, desenvolvimento e fabrico de moldes e ferramentas especiais. Emprega aproximadamente 11 000 trabalhadores, com uma distribuição geográfica centrada nas regiões da Marinha Grande e Oliveira de Azeméis.

Portugal encontra-se entre os principais fabricantes de moldes a nível mundial, nomeadamente, na área da injeção de plásticos (8º no mundo, 3º na Europa), exportando cerca 85% da produção total.

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Em 2018, a exportação atingiu um valor recorde superior a 668 milhões de euros (valores provisórios)– o melhor ano de sempre da indústria em termos de produção e exportação pela sétima vez consecutiva – sendo o valor total de produção estimado em cerca de 796 milhões de euros, facto representativo de que Portugal, ao longo dos anos, tem demonstrado uma elevada capacidade de adaptação às necessidades dos seus clientes e às evoluções, quer dos mercados, quer das tecnologias.

É um setor inovador e de alta intensidade tecnológica que exporta a grande maioria da sua produção, tendo, em 2018, como principais mercados a Alemanha, Espanha, França, República Checa, EUA e Polónia.

Ao longo dos últimos anos, a análise da evolução da balança comercial demonstra a forte vocação exportadora do setor. O saldo da balança comercial registou uma tendência de crescimento nos anos em questão, tendo passado de 248 milhões de euros em 2010, para 469 milhões de euros em 2018.

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A análise do gráfico anterior sublinha a forte orientação exportadora do setor (a exportação nunca é inferior a 75% da produção), tendo o valor mais baixo sido registado nos anos associados à crise conjuntural. Por outro lado, esta situação, que se verifica com maior intensidade desde 2007, também deriva do crescimento assinalável que a indústria nacional, nomeadamente de plásticos, tem tido ao longo dos últimos anos, muitas vezes impulsionada pelo alargamento da cadeia de valor das empresas de moldes.

O valor total das exportações portuguesas atingiu, em 2018, 668 milhões de euros, tendo as vendas sido efetuadas para 85 mercados (países) distintos, o que demonstra a dimensão internacional e global desta indústria.

Em termos de importância das regiões económicas, mantém-se a preponderância do mercado europeu, principalmente comunitário, representando nos 10 últimos anos, em média, 80% do total de exportações, atingindo em 2018, um valor de 83%. Importa salientar o aumento de exportações para a América do Norte, nos últimos anos. Este desempenho deve-se em muito ao aumento de confiança e investimento nos EUA, mas também à aposta da indústria na promoção junto aos clientes norte-americanos.

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Da análise aos dados do comércio externo português, relativos ao ano de 2018, salienta-se que os cinco principais destinos das exportações portuguesas foram: Alemanha (22%), Espanha (18%), França (12%), República Checa (7%) e Estados Unidos (5%).

Este grupo é seguido por Polónia, Reino Unido e Bélgica. O “top ten” dos mercados destino é completado pela Áustria e México.

A informação estatística, referente às principais indústrias servidas pelo setor de moldes, denota que a indústria automóvel tem vindo a consolidar o seu crescimento e importância no desenvolvimento do setor, tendo evoluído de 14%, em 1991, para 82% em 2016. Outra indústria em destaque é a embalagem, que tem vindo a crescer de uma forma sustentada, representando, neste momento, 8% da produção nacional de moldes.

No entanto, regista-se a presença do setor em outras áreas industriais de grande importância para o desenvolvimento de novos produtos na economia mundial, assim como a procura por novas áreas e nichos, tais como a indústria aeronáutica e de dispositivos médicos.

Fontes: CEFAMOL; AICEP.